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Dificuldades de Aprendizagem

  • Ana Rafaela Bispo da Costa
  • 6 de jun. de 2017
  • 3 min de leitura

Um tema muito recorrente nos consultórios em geral é a dificuldade de aprendizagem. Com a inserção da criança no ambiente escolar os professores começam a notar aquelas que têm mais dificuldade em acompanhar o ritmo da maioria dos alunos e notificam os pais.

Estes, por sua vez, ficam sem saber onde recorrer e como ajudar os filhos. Geralmente, são levantadas diversas hipóteses que justifiquem tal comportamento, as mais comuns são TDHA e dislexia, entre outras.

Porém, antes de chegar ao diagnóstico final do que pode estar contribuindo para as dificuldades escolares, é necessário conhecer o contexto de vida e a história de cada criança, afinal questões fisiológicas e emocionais contribuem para o baixo rendimento.

É importante observar o histórico da criança, se passou por traumas em relação à própria saúde, ou separação de pais ou problemas familiares. Em segundo lugar, vale ressaltar que a escola é o primeiro local de inserção da criança em que ela começa a aprender regras e disciplina. Algumas crianças por seu histórico ou personalidade, têm mais dificuldade em aceitar e cumprir regras.

Ou seja, questões como ambiente familiar, história de vida, sentimentos, emoções e personalidade, podem afetar no desenvolvimento escolar.

Ao notar ou ser informado que seu filho tem essas características o primeiro passo é conversar a fundo com os professores para entender melhor o que acontece no dia a dia, verificar como tem sido seu acompanhamento em casa e se já foi possível notar algo. Após a constatação da dificuldade é importante procurar especialistas para verificar qual tratamento seguir.

Nesse momento os pais precisam se atentar as suas próprias expectativas em relação aos filhos, ao comparativo que podem fazer entre um filho e outro, ou até mesmo consigo mesmo. Não é incomum que pais estabeleçam metas para os filhos e esperem que eles as alcancem dando todo o suporte para isso. Mas cada indivíduo é único, com suas habilidades e pontos a serem melhorados.

Pode ser que a criança perceba a expectativa que é colocada nela e sofra ainda mais por não conseguir atingi-la. Os pais, por sua vez, ao aceitarem as particularidades de cada filho podem contribuir para a descoberta do melhor no filho. E essa aceitação é fundamental para a resolução do problema.

Essas dificuldades podem ser decorrentes de diversas fontes e a princípio é interessante que seja feita uma busca por hipóteses que possam estar causando o problema, até descartar as que não fazem sentido no contexto da criança e chegar à causa principal e tratá-la. Essas fontes podem ser de fundo fonoaudiológico, neurológico ou psicológico, na maioria das vezes. Ao procurar esses profissionais é possível chegar numa ou mais possíveis causas.

A partir do diagnóstico encontrado é iniciado o tratamento com o profissional indicado para o assunto, e seja qual for o diagnóstico encontrado, é importante o acompanhamento dos pais nas tarefas escolares feitas em casa, para que o filho sinta-se apoiado e acolhido em suas dificuldades e consiga melhorar seu rendimento.

Juntamente com isso, os pais devem procurar a escola e informar das providências tomadas para que a escola consiga dar um retorno sobre os resultados obtidos. É valido ressaltar aqui, que estes resultados podem ser fruto de um trabalho a médio ou longo prazo, a depender do grau da dificuldade de aprendizagem, do tempo que se levou para procurar ajuda e do ritmo de cada criança. Pais e professores devem ter paciência quanto aos resultados e sinalizar e valorizar cada pequena conquista obtida.

Com este trabalho em conjunto é certo que a criança encontrará o melhor caminho rumo ao seu desenvolvimento, e quanto antes o trabalho for iniciado melhores resultados virão.

 
 
 
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